Bonjardim

Um pequeno e modesto edifício do final do século, já bastante intervencionado e alterado ao nível do rés-do-chão pelos diversos usos comerciais que foi adoptando que se propôs reabilitar e ampliar, integrando-o na frente urbana próxima que tem vindo a rejuvenescer.
A proposta procurou resgatar a memória da sua identidade, reforçando-a pelos novos elementos e ampliação.Ao nível do rés-do-chão, primeiro andar e fachada principal, recuperaram-se os elementos possíveis de cantarias e carpintarias, assumindo-se esse léxico para os novos elementos introduzidos.Nos pisos superiores e tardoz, os mesmos elementos e materiais adotam um desenho mais simples e contemporâneo, que manteve o carácter, sem ofuscar a Memória.No exterior, a fachada é marcada pela cor, vermelho sangue-de-boi, em contraste com as cantarias de granito e caixilharias de madeira antracite, e um piso recuado revestido em zinco de pigmento antracite. No tardoz, um desenho sereno e mais contemporâneo, reinterpreta o ritmo da fenestração e a utilização da cantaria.Os interiores, serenos, vibram com a especial atenção prestada à cor e ao desenho de detalhe, nas carpintarias, nas serralharias e luz.